Olhando para as sombras do Universo

Professora do Instituto de Física da Unicamp, Flávia Sobreira se empolga com o fato de a humanidade,
em sua pequenez, conseguir observar objetos quase tão antigos quanto o próprio Universo.

 

Flávia Sobreira nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 21 de janeiro de 1982. Foi sob o céu da mesma cidade que, vinte e quatro anos depois, passou a olhar para a imensidão escura e quase infinita com outros olhos, estudando astronomia e cosmologia em seu mestrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. 

Flávia sabe que a astronomia está profundamente conectada às dúvidas ancestrais da humanidade em relação ao nosso lugar no panorama quase infinito do Universo. Isso porque, desde que olhamos para além de nosso cantinho minúsculo da galáxia, nos questionamos sobre o quão sozinhos estamos e sobre qual é a real importância disso tudo (e, por consequência, a importância de nós mesmos, se é que temos alguma).

Além disso, se as grandes dúvidas ancestrais não têm uma resposta única e se nossa importância for definida apenas por nós mesmos, isso nos deixa livres para tomar as rédeas da escolha do nosso próprio sentido. O sentido que Flávia encontrou para si mesma esbarra, pelo menos em parte, em continuar olhando para fora. E com uma precisão cada vez maior, graças à tecnologia que temos hoje. Segundo Flávia, o trabalho já é um de seus hobbies (apesar de trabalhos manuais também terem seu espaço).

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Segundo a pesquisadora, o Pint of Science é uma oportunidade muito interessante de divulgar a ciência e sua importância para as pessoas. Até para as que buscam outros sentidos que não o de olhar para fora do nosso planetinha. Para essas pessoas, inclusive, Flávia lembra: “Os avanços científicos e tecnológicos vindos da astronomia e cosmologia são diretamente benéficos para a sociedade. Por exemplo, as câmeras digitais hoje usam um dispositivo conhecido como CCD que foi originalmente desenvolvido para as pesquisas de astronomia.”

Isso também vale para as tecnologias aplicadas em tomografias e para boa parte da computação moderna. E também para a internet via satélite e o GPS, que alimentam o aplicativo que, provavelmente, vai te guiar até o bar Alzirão para vê-la falar, no dia 14 de maio, às 19h30.

Em sua apresentação para o Pint of Science, Flávia irá tratar a respeito do desconhecido, que compõe a maior parte do chamado “Universo observável”. Cerca de 25% do Universo é composto de matéria escura. Outros 70% são energia escura. E é nos 5% que restam que se encontra tudo o que conhecemos mais a fundo a respeito da matéria, incluindo nós mesmos. Flávia Sobreira irá nos guiar em direção a outro “lado de fora”: o lado escuro, que são os outros 95% de tudo o que existe.

Texto: Bruno Moraes – Equipe do Pint of Science Campinas

Foto: arquivo pessoal
 

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