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O Pint of Science Ilha Solteira 2026 reúne quatro palestras que conectam ciência e cotidiano: poluentes emergentes e seus impactos invisíveis; o parasitismo e sua relação com a saúde; tecnologias no monitoramento de pastagens com menor impacto ambiental; e as surpreendentes conexões entre o corpo humano e o abastecimento de água. Uma noite para despertar a curiosidade e ver a ciência de outra forma.
Monitoramento eletrônico de pastagens: mais produtividade e menos impacto ambiental
Prof. Dr. Leandro Coelho de Araujo
(Professor Unesp Ilha Solteira)
Na pecuária, muitas decisões ainda são tomadas de forma empírica, como o ajuste da taxa de lotação (bovinos por hectare). Isso pode levar a erros de manejo, menor produtividade e maior impacto ambiental. Nesta palestra, vamos mostrar como um sensor ultrassônico, tecnologia com patente depositada, pode estimar a oferta de forragem (kg por hectare) e auxiliar no ajuste da taxa de lotação conforme a quantidade de capim disponível. Com isso, é possível produzir mais na mesma área e reduzir a emissão de gases de efeito estufa por quilo de carne ou leite.
Quando o parasitismo significa saúde
Prof. Dr. Luciano Alves dos Anjos
(Professor UNESP Ilha Solteira)
O parasitismo é uma das estratégias de vida mais bem-sucedidas da natureza, presente em pelo menos metade dos organismos vivos. Mas você sabia que eles podem ser ferramentas de diagnóstico ambiental? Uma baixa carga parasitária aliada a uma alta diversidade de espécies indica que as interações biológicas e a integridade do ecossistema estão preservadas. Nesse bate-papo vamos explorar como os estudos parasitológicos ajudam a medir a saúde do meio ambiente e por que esses "vilões" são, na verdade, indicadores fundamentais de equilíbrio ecológico.
O que um aneurisma cerebral tem a ver com o abastecimento de água de uma cidade
Prof. Dr. José Luiz Gasche
(Professor UNESP Ilha Solteira)
A circulação do sangue no organismo humano é semelhante ao sistema de abastecimento de água de uma cidade. O coração faz o mesmo papel da bomba d’água, produzindo o escoamento do sangue nas artérias do cérebro. Esse escoamento produz atrito nas paredes, contribuindo para a formação, crescimento e ruptura do aneurisma, que é uma dilatação local da artéria. Sua ruptura causa a hemorragia de sangue para o cérebro, que pode ser fatal ou causar sequelas graves. Nós estudamos o escoamento do sangue nos aneurismas para identificar a probabilidade do seu rompimento. Isso pode ajudar os médicos a decidirem pelo tratamento mais adequado para um paciente, considerando o risco de ruptura e o risco do tratamento.
Poluentes emergentes: invisíveis, persistentes e cada vez mais próximos de nós!
Profa. Dra. Cibely da Silva Martin Sonvesso
(Professora UNESP Ilha Solteira)
Poluentes emergentes, como medicamentos, hormônios e pesticidas, estão cada vez mais presentes na água que consumimos e até na chuva. Ainda pouco regulamentados e monitorados, são invisíveis, mas seus impactos são reais. Nesta palestra, vamos mostrar como a ciência consegue detectar e acompanhar esses contaminantes por meio de sensores e como resíduos agroindustriais podem ser transformados em materiais eficientes para sua remoção. Uma jornada entre risco, inovação e soluções sustentáveis para um problema cada vez mais urgente.
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